06/09/2011 0 comentários

Quem namora...

Quem namora agrada a Deus. 
Namorar é a forma bonita de viver um amor. 
Não namora quem cobra nem quem desconfia. 
Namora, quem lê nos olhos e sente no coração as vontades saborosas do outro. 
Namora, quem se embeleza em estado de amor, a pele melhor, o olhar com brilho de manhã. 
Namora, quem suspira, quem não sabe esperar, mas espera, quem se sacode de taquicardia e timidez diante da paixão. 
Namora, quem ri por bobagem, quem entra em estado de música da Metro, quem sente frios e calores nas horas menos recomendáveis. 
Não namora quem ofende, quem transforma a relação num inferno, ainda que por amor. Amor às vezes entorta, sabia? 
E quando acontece, o feito pra bom faz-se ruim. 
Não namora quem só fala em si e deseja o parceiro apenas para a glória do próprio eu. Não namora quem busca a compreensão para a sua parte ruim. 
O invejoso não namora. Tampouco o violento! 
Namorados que se prezam tem a sua música. 
E não temem se derreter quando ela toca. 
Ou, se o namoro acabou, nunca mais dela se esquecem. 
Namorados que se prezam gostam de beijo, suspiro, morderem o mesmo pastel, dividir a empada, beber no mesmo copo. 
Apreciam ternurinhas que matam de vergonha fora do namoro ou lhes parecem ridículas nos outros. 
Por falar em beijo, só namora quem beija de mil maneiras e sabe cada pedaço e gostinho da boca amada. 
Beijo de roçar, beijo fundo, inteirão, os molhados, os de língua, beijo na testa, beijo livre como o pensamento, beijo na hora certa e no lugar desejado. 
Sem medo nem preconceito. 
Beijo na face, na nuca e aquele especial atrás da orelha no lugar que só ele ou ela conhece. 
Namora, quem começa a ver muito mais no mesmo que sempre viu e jamais reparou. Flores, árvores, a santidade, o perdão, Deus, tudo fica mais fácil para quem sabe de verdade o que é namorar. 
Por isso só namora quem se descobre dono de um lindo amor, tecido do melhor de si mesmo e do outro. 
Só namora quem não precisa explicar, quem já começa a falar pelo fim, quem consegue manifestar com clareza e facilidade tudo o que fora do namoro é complicado. 
Namora, quem diz: "Precisamos muito conversar"; e quem é capaz de perder tempo, muito tempo, com a mais útil das inutilidades e pensar no ser amado, degustar cada momento vivido e recordar palavras, fotos e carícias com uma vontade doida de estourar o tempo e embebedar-se de flores astrais. 
Namora, quem fala da infância e da fazenda das férias, quem aguarda com aflição, o telefone tocar e dá um salto para atendê-lo antes mesmo do primeiro trim. 
Namora quem namora, quem à toa chora, quem rememora, quem comemora datas que o outro esqueceu. 
Namora quem é bom, quem gosta da vida, de nuvem, de rio gelado e de parque de diversões. 
Namora quem sonha, quem teima, quem vive morrendo de amor e quem morre vivendo de amar. 

(Artur da Távola)
04/09/2011 1 comentários
Existem coisas na vida da gente que as pessoas nos dizem "com o tempo tu vai aprender a gostar".
Eu não acredito muito nisso não. Ou se gosta ou não se gosta de algo. O que a gente precisa talvez, seja conhcer algo para gostar. Agora "aprender a gostar" é difícil.
E eu estou numa fase assim. Conhecendo algo que já gostei no início.
Dia 31 do mês de Agosto, fui num show com o Mooor. Um show onde compramos os ingressos com quase 2 meses de antecedência.

Confesso que estava feito criança, contando nos dedos o dia do show só para ver o que seria.
O show era da Julieta Venegas.
Sempre soube do gosto dele por ela. Inclusive o presente de natal dele foi o DVD dela.
Ele já tinha perdido o show dela aqui em Porto Alegre em Maio, coitado quase surtou pois soube no dia do show que ela estava aqui.
 
Um belo dia zapeando pela internet descobri que Julieta Venegas voltaria para cá em agosto, no dia 31. Email bombando naquele dia.
Vamos? Vamos!
Naquela hora fiquei com medo pois não sabia quem era Julieta Venegas, não sabia nem falar seu nome direito e teria que ir no show dela?!?
Tudo bem, o que não se faz por amor?
Finalmente o dia 31 de Agosto chegou.
Um bela noite, fria, mas agradável.
Teatro lotado, nosso lugar era interessante, beeeeem lá no fundo, nos bancos altos do Teatro Bourbon Country.
E eu só queria uma coisa: gostar do show. Nem que fosse para bater palmas com o resto do público.
Mas foi bem diferente do que esperarva.
Nesses 10 meses juntos, eu e o Chris já tivemos muito momentos interessantes e por que não dizer emocionantes.
Esta noite foi mais uma delas.
 
Confesso que Julieta Venegas me ganhou! Mais do que ela, foi o seu baterista, louco de amarrar. Baita baterista. Nunca vi nada igual.
Mas a noite era dela. E do Chris também.
Sei que foi um sonho realizado e poder estar do lado dele, compartilhando emoções, lágrimas, palmas e arranhando no Portunhol, não teve preço.
Ele estava preocupado comigo, com medo que não fosse gostar do show por não conhecer as músicas e tal. Mas como disse antes, a noite foi ótima, o show estava ótimo, o baterista estava demais e as músicas aos poucos foram me conquistando.
De lá pra cá algumas delas não saem da cabeça.
Sábado pela manhã acordei e pluguei na internet uma rádio tocando o álbum dela "Julieta Venegas - MTV Unplugged" que por sinal recomendo.
E quer saber do pior? Neste momento estou ouvindo o álbum de novo.
É tudo questão de conhecer para gostar.
Estou conhecendo o seu trabalho, suas canções e algumas delas já são minhas favoritas.
Foi uma noite e tanto.
Surpreendente e emocionante.



Agradeço ao Meu Amor por me (nos) proporcionar mais este momento emocionante juntos!
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Setembro


Tenho o hábito de dizer que Setembro é o melhor mês do ano.
Talvez por ser o mês do meu aniversário?
Sim, exatamente.

Espero passar o aniversário da minha irmã (27) e minha sobrinha (29) em Agosto e depois, no que vira o mês, já começo a sentir algo diferente. Uma energia tão boa, tão legal, tão positiva!

O tempo muda. Logo mais termina o inverno e começa a primavera. Um clima agradável, flores, cores por ai.

Posso dizer que comemoro o mês todo.

Cada dia é um dia para se comemorar, sozinha ou acompanhada, em silêncio ou com muito barulho, em casa ou na rua... Setembro é para mim o mês de renovação.

Termino um ciclo e inicio outro.

Desta vez vou começar o ciclo dos 3.2.

Nossa! Tudo isso! 
Me dá um certo medo de pensar nisso que já vou fazer 32 anos.

Há tempos atrás eu me cobrava que não tinha nada. Aliás, eu sou assim até hoje, me cobro muito. Quero muito que as coisas sejam certinhas, corretas, mas confesso que às vezes deixo a desejar para mim mesma. Mas isso é outro assunto. O fato é que nos meus 30 anos, por exemplo, eu me cobrava por estar na idade que estava e não ter nada. Mas nada mesmo. Tudo que tinha era dos outros. Era emprestado, dado, eu usava por que alguém tinha me dado a chance de usar.

Hoje, dois anos depois posso dizer que já tenho muitas coisas.

Tenho meu emprego que eu consegui porque fui atrás. Tenho minha casa, que consegui não pelo me esforço, hehehe, confesso, mas consegui porque foi um bem de antigamente que fizemos render bastante e a parte que me coube consegui fazer render desta forma. Tenho minhas obrigações em casa (tudo bem que às vezes esqueço de cumpri-las). Tenho uma vida bem melhor do que tinha antes, alguns anos atrás. Minha família de um jeito ou de outro, cada um está fazendo a sua parte e construindo o seu caminho.

E agora prestes a chegar nos 3.2 é tão bom poder olhar para trás e ver tudo que se passou (e passei) e poder dizer que eu consegui mudar um pouquinho. Que consegui adquirir coisas que eu imaginei que demoraria bem mais para adquirir.

Dever cumprido? Em partes. Ainda há muito que fazer e conquistar.

Isto é apenas o começo.
 
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